Camara de Conciliação
Elceni Diogo da Silva Boa Vista - RR

Deferida

Defensoria Pública

Edição IV - 2007

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  • Identificação da prática

    • Descrição resumida

      A Câmara de Conciliação foi um projeto instituido pela Defensoria Pública do Estado de Roraima para realizar a conciliação prévia na área de família que é sua maior demanda e desafogar o Judiciário e a Defensoria Pública, dando uma resposta rápida e eficaz aos seus assistidos.

  • Benefícios específicos para a segurança pública

    • Benefícios especificos para a segurança pública

      Com a Concliação prévia evita-se a maioria dos conflitos nas famílias e esta pacificação do conflito traz benefícios para a segurança pública. Na concliação sempre é visada a pacificação do conflito e não apenas a solução para evitar a instauração da lide.

  • Detalhamento da Prática

    • Outras Observações

      Desde o início do projeto já foram atendidas todas as Faculdades de Direito do Estado do Amapá, o que representa um atendimento de milhares de acadêmicos. Por outro lado, os processos são julgados com maior celeridade.

    • Há quanto tempo a prática está em funcionamento?

      Desde de 05 de janeiro de 2003, portanto, há mais de 04 (quatro) anos.

    • Explique porque sua prática é considerada pacificadora para a sociedade

      Em razão de não apenas evitar a instauração da lide, mas buscar o entendimento entre as partes em conflito, demonstrando que, na maioria das vezes, seus interesses são comuns e podem ser compatibilizados.

    • Qual a principal inovação da sua prática?

      Ser anterior ao primeiro atendimento com o Defensor Público da Vara de Família, à propositura da ação e a rapidez com que a resposta é dada ao assistido.

    • Explique o processo de implementação da prática

      A prática foi implementada apenas com a designação de um Defensor com perfil para a conciliação, a aquisição de mesas redondas e uma parceria formulada entre o a Defensoria, Judiciário e Ministério Público.

    • Quais as dificuldades encontradas?

      A principal dificuldade encontrada foi a resistência das partes na compreensão dos benefícios da conciliação.

    • Quais os fatores de sucesso da prática?

      Ter equipe permanente, comprometida e coesa; A rapidez e eficácia na solução do conflito.

  • Bases para Execução da Prática

    • Descreva resumidamente as etapas de funcionamento da prática

      1. Ao procurarem a Defensoria Pública os assitido, antes da distribuição das senhas, são orientados sobre os benefícios da conciliação, sobre o trabalho realizado pela Câmara de Conciliação e indagados sequerem optar por esta via. Caso a resposta seja positiva, o atendimento é imediatamente agendado, é entregue um convite para que leve a outra parte solicitando-lhe que compareça no dia, horário e local agendados. Ao comparecerem são atendidos e feita a tentativa de conciliação, caso seja positiva, é formaliza o processo, assinado pelas partes e, nos casos de alimentos e investigação de paternidade submetidos imediatamente à Juíza para homologação. Nos casos de separação judicial, divórcio, dissolução de sociedade de fato, guarda, conversão de separação em divórcio e declaratória de união estável, os processos são formalizados e a audiência é agendada na própria Câmara de Conciliação e as partes já saem cientes da designação da mesma.

      Observe-se que a pauta de audiências é feita pela Câmara e as audiências são realizadas todas as sextas-feiras.

      O atendimento na Câmara é feito de segunda a quarta-feira.

      A solução é dada, dependendo do problema, no mesmo dia do atendimento ou, no máximo, até a sexta-feira da semana em que se deu o atendimento.

  • Recursos envolvidos na prática

    • Outros recursos

      Nenhum.

    • Equipe

      01 Defensora Pública; 02 Digitadoras; 01 Secretária; 01 Estagiária; 01 Atendente.

      A equipe foi treinada pela Defensora para fazer a triagem no primeiro contato com o assistido, a recepção e a formalização do acordo.

    • Equipamentos / Sistemas

      Equipamentos: 02 microcomputadores e 01 impressora. Sistemas: Mala direta.

    • Infraestrutura

      A prática é fixa, anteriormente funcionava na Sede da Defensoria Pública, mas a convite do Judiciário local, mudou-se para o Forum Advogado Sobral Pinto, funcionando em 02 salas que foram cedidas e mobiliadas pelo Tribunal de Justiça de Roraima.

      A infra-estrutura é mínima: 02 salas de atendimento e 01 sala de espera.

    • Parceria

      A prática é realizada em parceria com o Poder Judiciário, através da Vara Itinerante e com Ministério Público Estadual.

    • Orçamento

      Não há na Defensoria Pública de Roraima orçamento especifico destinado à implementação da prática.

      O orçamento para a implementação da prática é reduzido ao necessário para adquirir mesas redondas, cadeiras, micropcomputadores e impressoras.

parceiros
Organizações Globo