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Título José Antônio Daltoé Cezar
Autor José Antônio Daltoé Cezar
Porto Alegre - RS Edição I - 2004
Deferida Juiz Individual
  • Identificação da prática
    • Descrição resumida?

      O Projeto Depoimento Sem Dano teve início em 06/5/03. Através dele, na 2ª Vara da Infância e da Juventude de Porto Alegre, Juízes criminais, de família ou da Infãncia e da Juventude, fazem a inquirição de crianças/adolescentes vítimas de abuso sexual, através de rede com vídeo e áudio. Na sala de audiências permanece o Magistrado, o Protomor de Justiça, Advogado e servidores, enquanto que em sala separada, ficam a vítima e um técnico (psicólogo/assistente social), sendo este que verbaliza as perguntas a quem está sendo inquirida. Apenas o técnico fica com o ponto no ouvido, recebendo as perguntas que vêm da sala de audiências. O depoimento (vídeo e áudio) é gravado em CD, que posteriormente é degravado para ser juntado ao processo. O CD também é juntado ao processo, para que havendo recurso, também possam os desembargadores ter acesso àquele depoimento, vendo como ele transcorreu.

  • Detalhamento da Prática
    • Benefícios almejados com a prática?

      Retirar crianças/adolescentes de dentro da sala de audiências, que é em regra um local muito pouco adequado para falar-se de uma agressão sexual. As pessoas que lá se encontram são estranhas, muitas vezes não sabem inquirir de uma forma adequada. Importante também, que tal método garante o contraditório processual e a mais ampla defesa. Mas o mais importante, é que a criança/adolescente se sente mais respeitado, menos invadido na sua privacidade, havendo induvidosa redução da possibilidade de danos psicológicos decorrentes dessas exposições públicas.

    • Benefícios alcançados com a prática?

      Em menos de um ano, dezenas de vítimas de abuso sexual foram ouvidas, a maior parte por Juízes Criminais e da Infância e da Juventude. Todos são unânimes que o depoimento é mais fiel, a vítima sai da audiência muito mais tranqüila, a qualidade da prova é muito melhor e tem ensejado a responsabilização dos abusadores. A idéia atual é qualificar o projeto, melhorando os equipamentos, quem sabe estendendo a prática para algumas comarcas do interior do Estado. Segue por via postal CD com 9min, para ser rodado em micro, que mostra detalhamente o projeto.

    • Local de realização?

      2ª JIJ- Porto Alefgre -RS

    • Abrangência da Prática?

      Qualquer Juiz que solicite