01/11/2019 - 16h12 Notícia

Informação ágil e acessível contra as Fake News

Campanha do TSE desenvolve atuação para evitar a propagação de informações falsas durante o processo eleitoral

De acordo com a edição 2019 do Reuters Institute Digital News Report, o Brasil tem a maior parcela (85%) de entrevistados aflitos sobre o que é real ou falso na internet, em termos de notícias. Este cenário em que se multiplicam as fake news é prejudicial, principalmente, em momentos de eleições, confundindo o eleitor e atrapalhando o processo. Foi para evitar a instabilidade que o Tribunal Superior Eleitoral colocou em prática nas eleições de 2018 uma série de estratégias de comunicação para o esclarecimento de informações falsas relativas ao processo eleitoral brasileiro. A iniciativa, indicada pelo Prêmio Innovare como finalista da categoria Tribunal, será expandida nas próximas eleições. Um Comitê Gestor está trabalhando para propor ações voltadas ao enfrentamento da desinformação nas eleições 2020 nos mais diferentes âmbitos.

“É consenso que a desinformação afeta os diferentes setores e atividades da sociedade e põe em dúvida a credibilidade das instituições”, afirma a ministra Rosa Weber. “A Justiça Eleitoral, ciente dessa realidade, assume a sua parcela de responsabilidade e também age provocando o envolvimento dos demais atores sociais nesta cruzada, que é coletiva”, acrescentou. “Estamos muito felizes com a indicação ao Prêmio Innovare, que representa o reconhecimento da qualidade e da criatividade dos servidores do TSE que desenvolveram a campanha.”

A campanha de esclarecimento do TSE foi desenvolvida com base na atuação de um Comitê de Contrainformação formado por servidores da Assessoria de Comunicação, da Assessoria de Gestão Eleitoral (Agel) e da Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) para monitorar e esclarecer informações falsas. Uma ação de comunicação integrada gerou uma página na web para esclarecimentos. Vídeos e spots de rádio em linguagem simples e direta colaboraram para facilitar o entendimento das mensagens, que foram disseminadas em diferentes plataformas e aplicativos de mensagens, como o Facebook, Instagram, WhatsApp e Google.

“Durante as eleições gerais de 2018, muita desinformação sobre a segurança das urnas eletrônicas e do processo eletrônico de votação como um todo foi disseminada pelas redes sociais”, lembra a assessora-chefe de comunicação do TSE, Ana Cristina Rosa. “Por isso, usamos as mesmas ferramentas para levar informações corretas, apuradas com rigor e seriedade, fazendo o enfrentamento dos conteúdos falsos.”

O trabalho também contou com a parceria de instituições públicas (Conselho Nacional de Justiça, o Ministério Público Federal, Polícia Federal e Advocacia-Geral da União), particulares (agências de fact checking e empresas gerenciadoras de redes sociais) e com o engajamento dos Tribunais Regionais Eleitorais.

Panorama preocupante

De acordo com a pesquisa da Reuters, a confiança nas notícias caiu 2% em todos os mercados ouvidos, de 44% para 42% e os níveis são ainda mais baixos em ambientes como as mídias sociais, onde os índices não passam de 23%. A edição 2019 do Digital News Report ouviu 75 mil pessoas em 38 países, inclusive o Brasil, nos meses de janeiro e fevereiro deste ano.

O estudo também indica que os brasileiros demonstram alto grau de preocupação em relação à desinformação e o uso elevado das mídias sociais durante a eleição para disseminação de notícias falsas. O Brasil, no entanto, continua entre os países que mais usam mídias sociais no mundo e o crescimento tem sido maior no Instagram, WhatsApp e YouTube.

 

Sobre o Prêmio Innovare

Desde sua criação, em 2004, o Prêmio Innovare já recebeu mais de 6.900 trabalhos e premiou, homenageou e destacou 213 iniciativas que têm como objetivo principal aprimorar o trabalho da Justiça em todo o país, tornando-a mais rápida, eficiente e acessível a toda a população. No site do Innovare (www.premioinnovare.com.br), é possível conhecer todas gratuitamente, utilizando a ferramenta de busca. A consulta pode ser feita por palavra-chave, edição, categoria, estado de origem e a situação da prática.

O Prêmio Innovare é uma iniciativa do Instituto Innovare, com a parceria institucional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep),  Associação dos Juízes Federais (Ajufe), Conselho Federal da OAB, Associação Nacional dos Procuradores de República (ANPR), Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Justiça, com o apoio do Grupo Globo.

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MMCom Assessoria

Márcia Miranda

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