26/11/2020 - 11h52 Notícia

Tribunal Regional do Trabalho da Bahia é premiado na nova Categoria CNJ/Gestão Judiciária do 17º. Prêmio Innovare I

Iniciativa identifica os gargalos dentro do sistema de Corregedoria, apoiando os gestores com tecnologia Business Intelligence

Se a justiça brasileira sofre com as dificuldades na introdução de novas tecnologias, o Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-5ª Região) está trabalhando no caminho para melhorar isso. O órgão encontrou, nas metodologias e ferramentas do Business Intelligence, a solução para identificar onde estão os gargalos no trabalho diário, indicando, assim, formas de eliminar estes problemas e aprimorar a gestão dos serviços. Por esta iniciativa, conhecida como BI/eCorreição, o TRT5a. Região foi o primeiro a ser premiado pelo Innovare na nova categoria CNJ/Gestão Judiciária, criada este ano em conjunto com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O trabalho foi desenvolvido pela presidente do TRT da 5ª Região, desembargadora Dalila Andrade, e pelo juiz auxiliar da presidência, Firmo Ferreira Leal Neto, com apoio integral dos servidores Madalena Brito, Aldemaro Junior e Adriano Schultz. A prática surgiu da necessidade de aprimorar a gestão judiciária, de forma que apoiasse o gestor com atualização diária e permitisse identificar os gargalos que muitas vezes atrasam o andamento normal dos processos. Além disso, o sistema instrumentalizou a Corregedoria com ferramentas que auxiliam na análise de dados das unidades, magistrados e servidores permitindo, inclusive, que grande parte do trabalho correicional fosse realizado a distância. Na área de Tecnologia da Informação foi utilizada a licença de uso do Business Intelligence.

“O programa Business Intelligence coleta e extrai dados dos sistemas locais e e-Gestão. A partir daí, cria ferramentas capazes de diagnosticar, desenvolver e fiscalizar os trabalhos e as atividades das Unidades Jurisdicionais e dos magistrados”, explica o juiz Firmo Leal que, na fase inicial do projeto, trabalhava como auxiliar da Corregedoria Regional. “Essas ferramentas são essenciais para consolidar o modelo de gestão, com foco nos resultados para identificar qual o fator está impactando a unidade no alcance da meta/objetivo”.

O Sistema de Gestão Judiciária do TRT5 contribui diretamente com o gerenciamento dos processos físicos e eletrônicos por parte das Varas do Trabalho. Permite aos gestores acesso rápido, simples e eficaz às informações gerenciais com atualização diária, fornecendo uma visão geral e estratégica do funcionamento e do cumprimento das tarefas, metas e identificação de produtividade por usuário. Além disso, busca fazer o alinhamento das unidades às estratégias nacionais, de forma que a unidade possa entender quais os processos que estão impactando no seu resultado.

 

 

Advogado destaca replicação em Conselho Superior e tribunais

O advogado Manuel Alceu Affonso Ferreira, que faz parte da Comissão Julgadora do Prêmio Innovare, defendeu a prática durante a reunião de julgamento. Em sua fala, ele destacou a utilização do sistema de forma cooperativa entre os tribunais e o fato de ter sido encampado por três instituições: TRTs de São Paulo, Rio de Janeiro e Sergipe, além da própria Bahia.

“Esse sistema transforma os dados em conhecimento e inteligência. Ele estabelece um ranking de varas judiciais, o que acaba gerando uma competição cooperativa entre as diversas unidades e contribui, assim, para produtividade das varas. Ele é importante para gerenciamento das correições, como também para a gestão judiciária como um todo”, elogiou.

Como o BI/eCorreição funciona?

 

Ferramentas Business Intelligence (BI) são tipos de softwares que coletam e processam grandes quantidades de dados de um ou mais sistemas. Elas auxiliam na preparação de dados para análises, permitindo a criação de relatórios e painéis de visualização. Os resultados possibilitam acelerar e aprimorar a tomada de decisões e aumento da eficiência, como importantes instrumentos de gestão e superando um modelo tradicional de corregedoria.

O acesso ao sistema BI/eCorreição é realizado por meio de login (usuário/senha). A partir da entrada, o usuário tem acesso aos painéis de análises, onde é possível identificar os gargalos ou o fluxo de processos necessários para o alcance de seu objetivo/metas estabelecidos. Entre os painéis disponíveis, estão os que informam os processos pendentes (bases do Processo Judicial Eletrônico - PJe e Sistema de Acompanhamento e Movimentação de Processos - SAMP), dados sobre audiências, produtividade, sentenças, por exemplo. A partir deles é possível minerar dados para identificar a melhor alternativa, focada em resultado e na força de trabalho na unidade.

 

“A ferramenta permite ao gestor identificar gargalos que dificultam o andamento regular dos processos, identificar o processo que está impactando negativamente no desempenho da unidade e dá acesso imediato à tarefa que deve ser executada para dar prosseguimento ao feito. Além disso, permite uma análise das tarefas desenvolvidas por magistrados e servidores de forma transparente e em tempo real. Como exemplo posso citar o último módulo construído que permite o gerenciamento dos trabalhos desenvolvidos por todos, ainda que em home-office, como ocorre atualmente neste período da pandemia”, enfatiza o gestor do projeto, juiz Firmo Ferreira Leal Neto.

 

Resultados incluem maior agilidade

 

Com o BI/eCorreição, o trabalho passa a ser planejado por critérios objetivos e com maior transparência, incluindo a observação da produtividade diária da unidade, por usuário. Como resultado, é possível destacar a eliminação do tempo ocioso no processo trabalhista, a diminuição de custos e a movimentação desnecessária de pessoas; com redução sensível da taxa de congestionamento e de cumprimento de metas/objetivos.

“O Projeto é espetacular e estou muito feliz e agradecida por todo o apoio recebido”, comenta a juíza Andréa Presas. Ela é titular da Vara do Trabalho de Barreiras, que tem um acervo de mais de 6 mil processos, e está recebendo o auxílio da prática BI/eCorreição. Segundo a magistrada, o suporte dos servidores requisitados tem sido fundamental para descongestionar o volume de trabalho. “A produtividade da equipe é impressionante, está ajudando bastante as Varas do interior. Faço questão de formalizar meu agradecimento individual para cada servidor que contribuiu”, ressalta.

O juiz Firmo Leal pontua que este projeto é um trabalho pedagógico e colaborativo e vai além de cobrar resultados. De acordo com o magistrado, é uma iniciativa de troca de conhecimento, de boas práticas e o objetivo é o equilíbrio entre as unidades no que concerne ao cumprimento dos prazos. “Queremos oferecer mais celeridade e eficiência na prestação jurisdicional, deixando todas as unidades com um prazo razoável, dentro da média”.

 

Sobre o Prêmio Innovare

Criado em 2004, o Prêmio Innovare vem trabalhando para identificar e colocar em evidência iniciativas desenvolvidas voluntariamente que trazem soluções inovadoras, ampliam a proximidade entre instituições jurídicas e a população e contribuem para o aprimoramento da Justiça brasileira. Ao todo, já foram premiadas 226 práticas, entre mais de 7 mil trabalhos, em diferentes áreas da atuação jurídica. Todas as iniciativas selecionadas são incluídas no Banco de Práticas do Innovare.

Em sua 17ª. edição, o Innovare já premiou duas práticas, na nova Categoria CNJ/Gestão Judiciária e na categoria Destaque, com o tema “Defesa da Liberdade” (veja mais aqui). Também foram escolhidas, durante a reunião da Comissão Julgadora, outras 12 práticas que disputam a premiação em seis categorias: Tribunal, Juiz, Ministério Público, Defensoria Pública, Advocacia e Justiça e Cidadania. O resultado final e os prêmios serão entregues durante cerimônia on-line no próximo dia 01 de dezembro, transmitida pelo canal do Innovare no YouTube (https://www.youtube.com/c/premioinnovarecanal).

O Prêmio conta com o apoio de instituições parceiras que colaboram para a credibilidade e prestígio da premiação. Entre elas estão a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep),  Associação dos Juízes Federais (Ajufe), Conselho Federal da OAB, Associação Nacional dos Procuradores de República (ANPR), Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o apoio do Grupo Globo.

 

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